Fake news e a COVID-19

09/04/2020

O Whatsapp diminuiu a quantidade de reencaminhamentos permitidos: antes, mensagens podiam ser reencaminhadas para até 5 pessoas, e agora, como uma maneira de diminuir a proliferação das fake news, o limite caiu para uma pessoa.

A necessidade de conter a disseminação das notícias falsas durante a pandemia é urgente. No Irã, após a circulação de uma falsa cura para o vírus, populares fizeram a ingestão de álcool puro. A intoxicação por metanol levou à morte de 44 pessoas.

No Reino Unido, após o compartilhamento de notícias que atribuíam à disseminação do corona vírus à tecnologia 5g, algumas torres de comunicação foram incendiadas em Birmingham, Liverpool e Melling.

Na Índia, após um pronunciamento legislativo, iniciou-se o compartilhamento de notícias sobre o poder de cura ou imunização da urina e estrume de vaca contra o vírus, levando grupos a marcar encontros para ingestão e banho dos excrementos.

É de grande importância realizar a checagem das notícias ao recebê-las e antes de compartilhar, sobretudo quando referentes ao Covid-19, pois medidas e medicamentos duvidosos podem causar graves danos à saúde.


Julia Lie

Estudante de Direito na FGV/Direito Rio.